sábado, 24 de março de 2012

Em março, em águas





As águas de março são um clássico não apenas na música brasileira, como na natureza e na minha vida...são sempre muitas águas em março, mas águas boas, veja, águas da purificação.

Este março anda um tanto atípico, o verão está se despedindo mas com pouca água e muito vento frio. Há folhas perdendo o viço e a temperatura caiu ( para minha alegria), tenho sentido falta de águas em março, as físicas do tipo H2O porque na vida emocional, não há qualquer secura.

Hoje ouvi Viver e Cantar do Leonardo Gonçalves, um dos trabalhos mais controversos da música cristã, mas para mim tão poderoso que faz fluir uma cachoeira toda vez que ouço, afinal, nada parece ser mais difícil do que nos libertarmos de nós mesmos, ele canta isso de várias maneiras ao longo do cd, um trabalho de libertação dolorido, mas lindo de ver e ouvir. Viver e Cantar para você. E falando no nome do Cd, lembrei-me do autor da música, João Alexandre, a quem tive o prazer de ouvir cantar no último sábado. Outro fonte ambulante de bênçãos, uma voz e um violão poderosíssimos pelo Dom de Deus, que disse que prefere ser um brasileiro de primeira a ser um americano de segunda...nem preciso dizer que foi o melhor discurso patriota que já ouvi e com ele, agradeci a Deus por ter nascido num país tão rico em belezas naturais e culturais.  E me imaginei cantando chorinho no céu, acho que Pedro, o apóstolo, ia curtir esse som...vou ter chegar lá para saber.

Esta semana encontrei amigas 29 de fevereiro, dessas que não se vê a toda hora, mas que são imprescindíveis no calendário do coração. Que delicia saber que crescemos, quem fomos, quem somos e somos amadas independente do tempo.  Milagres do amor. Nesta semana falei com o Paulo que me contou que sua filhinha perguntava todo dia se já era verão para ela por vestido e chinelinho, explico, morando no Canadá eles estão celebrando a primavera enquanto eu grito uhu pelo outono. Essas diferenças geográficas me fazem sorrir porque mudam as estações mas as esperanças são as mesmas. E no final da história, o melhor é agradecer pelo  tempo, lugar e  pessoas que somos e com as quais vivemos, porque o que todo mundo quer é ser feliz e amado, e Deus distribuiu bem essas possibilidades nos quatro cantos da Terra. Logo, logo chega Tiago contando do Peru, e lá vem mais água, do tipo orgânica, mas cheia de outros elementos, e que nascem da alma e não na montanha.

Vou me despedindo de março, um tanto cansada da estação, mas absolutamente feliz por perder as folhas das coisas que não me fazem ser melhor ou feliz. E estou pronta para interiorizar e mais um pouquinho, como a Leticia, perguntar novamente, já é verão? Estou louca pelo meu vestidinho...beijos alegres de outono.

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