Muitas delicias estavam preparadas para o meu fim de ano.
E ainda que a colocação que me permitiu fazer parte do serventuário público foi a de número 66, gostaria de terminar meu ano com 7, e esta é a crônica de número 7 do ano 2011, um ano de muitas duplicações. Aliás não joguei na mega sena da virada porque teria de jogar 11, 22, 33, 44, 55 e claro 66, mas não há 66 no jogo. Também decidi não jogar porque conheci Philip Yancey, um sulista americano que entende de cristãos, de amor e de graça. Ele praticamente me lembrou como é ser moradora da Mercy Street, e o montante da mega sena não é necessário lá.
Meus últimos dias de 2011 me fizeram repetir adeus e até breve muitas vezes. Confesso ao mundo que odeio adeus, e sempre preferi até breve. Por favor, volte logo, sempre quero que você volte logo. Não fui feita para ficar muito tempo longe de você. Este é o meu sentimento sempre que me despeço de alguem que amo...de lugares que amo...de histórias que amo.
E lá estamos indo para 2012, e só quero chegar lá porque reencontrarei alguns de quem me despedi em 2011. O meu apego ao que é bom é tão louco que sequer gosto de me despedir do ano que amei. Neste caso, estou aqui na minha cerimônia do adeus a 2011. E seria bom repetir 77 vezes que me perdôo, perdôo você, pelas bobagens que fizemos. E também gostaria de esquecer ( lembrar não é cristão) que nem foram tantas bobagens assim.
Contudo, não posso ir embora sem agradecer pelos desencontros que me fizeram encontrar outras saídas e pessoas. Dos atrasos, dos não, dos talvez e dos mais tarde que encontraram o momento certo para acontecer. E preciso agradecer também aos que não me surpreenderam positivamente, me fizeram lembrar que sou falível, pouco prática, ansiosa e teimosa. Ainda há muito a descobrir, a melhorar, a suavizar, a engrandecer, a perceber, e até mesmo a crescer. Enquanto escrevo isso, uma pomba veio passear na calçada da minha vizinha, e levantou voo quando uma garota de guarda-chuvas não percebeu o milagre do passeio investigativo/vespertino da pomba. Também vi o vizinho ermitão oferecer ajuda as manicuras que não conseguiam dar partida no carro, um caso de engasgo e desaquecimento. Coisas como essas pequenas e únicas me inspiram a encontrar 2012 com o mesmo olhar de aprendizado, com a expectativa de que o mundo com despedidas pode ser ainda um lugar perfeito para se viver.
P. S. Obrigada Pai pelo frio e a chuva de fim de ano. Estou adorando este dia, como amei 2011.
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